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sexta-feira, junho 23, 2006

"Baby, eu p'ra ti já dei!"* 

Por mim, chega. ATÉ .
LFB

*(duma música qualquer da Dora, vencedora de dois Festivais da Canção)

quinta-feira, junho 22, 2006

Mola Dudle no Santiago Alquimista 

Estou prestes a realizar um sonho de adolescente. Os meus companheiros de aventura são o Miguel, bateria; Diogo, contrabaixo; Nanu, vocalista e sampler; Matze, teclado, e Fernando Guiomar, lead guitar. Temos andado fechados num estúdio, daqueles românticos, à antiga, uma cave onde não chega a rede telemóvel e os sons se confundem todos naquele espaço claustrofófico mas, paradoxalmente, libertador.
Vou finalmente cantar com uma banda a sério. Um dueto com o Nanu, umas brincadeiras com a Carla Bolito (outra convidada especial) que resultaram de jam sessions, e uma versão inédita de "World in my Eyes", dos Depeche Mode. Tema preparado pelo Matze e que está - julgo que o termo técnico é este - "do catano, man!".
Ando de sorriso infantil estampado nas ventas. Sim, eu que nunca aprendi a tocar ferrinhos sequer, vou ter durante 90 minutos a ilusão de estar a viver o sonho pelo qual trocava tudo (mesmo o que levo de fantástico) na vida: ser o vocalista de uma banda. Suar em bica no palco, não pensar em nada, fechar os olhos, viajar.

É amanhã, sexta, às 22h30, no belíssimo espaço Santiago Alquimista - em LX. Apareçam.
Mesmo que eu estrague tudo, os meus companheiros (os músicos a sério!) valem a pena. LFB

quarta-feira, junho 21, 2006

é só fumaça 

Não foi por causa do cinema que comecei a fumar mas, por vezes, certos cigarros, talvez do fumo, do contexto ou das circunstâncias, fazem-me sentir no grande plano de um realizador noir qualquer. LFB

bem-aventuranças modernas 

Bem aventurados os amantes que cortam totalmente um com o outro, pois é deles apenas uma parcela do passado do seu ex; bem aventurados os homens que tentam, pois é deles o perdão das mulheres; bem aventuradas as mulheres que perdoam, pois são delas os homens que tentam. LFB

o bairro do amor 

De vez em quando há locais que se nos tornam interditos, sítios aos quais nos habituáramos, ruas familiares, espaços de encanto ou de hábito ou de ambos. Súbito, todos os sinais de trânsito são proibitivos e as ruas - que em nada mudaram - transformam-se em trincheiras e valas e fossas que nem os nossos pés nem a nossa vontade querem experimentar. Esses locais desaparecem devagar mas naturalmente do nosso mundo, são apagados do mapa dos afectos, passam a ser terras de ninguém ou de alguém que - por um ou outro motivo - desapareceu.
Que o destino seja fatal ou inevitável ou inesperado ou imprevisível, já todos o sabemos e provámos mais do que uma vez. Mas que ele fosse também, mais do que irónico, verdadeiramente cómico, jamais me acontecera. Mas eis que, de um dia para o outro, os sinais voltam a ficar verdes, a operação stop é desmantelada, os sentidos proibidos desaparecem, as mesmas ruas se tornam de novo transitáveis, as fachadas reconhecíveis regressam ao nosso quotidiano. Sim, com tantas cidades, freguesias, locais, espaços, sítios, ruas, não esperava que o amor me levasse de volta ao mesmo bairro que, ainda pouco antes, apagara do meu roteiro pessoal. Não adivinhava que, andando alguns meses à deriva, a bússola tornasse a revelar o norte logo outra vez aqui. Afinal, um raio pode mesmo cair duas vezes no mesmo sítio. LFB

terça-feira, junho 20, 2006

10 grandes filmes que, por acaso, são de acção 

Como forma de promoção a estes amigos (e preparando o regresso a sua casa):

- Face-Off, John Woo
- Terminator, James Cameron
- Terminator II, James Cameron
- True Lies, James Cameron
- Mission Impossible III, JJ Abrams
- Die Hard II, Renny Harlin
- Kill Bill, Quentin Tarantino
- The Rock, Michael Bay
- Rocky, John G. Avildsen
- Black Hawk Down, Ridley Scott
LFB

googladas ensandecidas (último) 

top 3 do dia:

1. "quero saber mais notícias sobre a cantora luka"

2. "nome do aeroporto do luxemburgo"

3. "biografia de fernando meira"
LFB

segunda-feira, junho 19, 2006

o dia em que assaltei a minha primeira casa 

Cheguei a casa às 4 da manhã e só então me apercebo de que não tinha a chave. Os primeiros pensamentos ainda oscilaram entre o hotel nas redondezas mais em conta ou que amigos porventura me receberiam em casa e perdoariam ser acordados àquela hora. Mas eis que, fumando um cigarro nas traseiras do prédio, espanto-me com as possibilidades que a escada de incêndio proporciona à vilanagem. Assim foi, do rés-do-chão ao 3º direito, vestido de t-shirt e calças largas, gorro na cabeça - a típica indumentária de quem está indeciso entre fazer um grande álbum de rap ou cometer um grande homicídio - lá fui galgando suavemente as escadas, ginasticando-me entre as portas fechadas à chave, apoiando-me em tops da vizinha e jardineiras do vizinho, fios de roupa e gradeamentos, até entrar pela varanda sempre aberta do meu quarto (que por acaso até dá directamente para a Procuradoria Geral da República).
Mas o mais chocante não foi ter assaltado a minha primeira casa, que por acaso até é a própria: o que aborrece mesmo é que já passou uma hora e nenhum cabrão de um vizinho alertou a polícia. LFB

ps: a propósito desta história, aqui recomendo!

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