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domingo, maio 28, 2006

Googladas que deram bronca 

Pratos do dia:

1. "simpatias a ter antes de casar"

2. "biografia de nhanha do couto"

3. "blogo (sic) dos panascas que querem casar"
LFB

sábado, maio 27, 2006

amores em outlet 

Por vezes somos objecto e atenção de saldos. Concorridos por quem cria em nós a ilusão de uma marca, uma distinção que dê alguma importância ao comprador, a sensação de usar algo que nunca se experimentou. Somos comprados orgulhosa e facilmente pela ternura e brilho nos olhos de quem nos leva, supondo em nós aquela peça de designer que não tem dinheiro para comprar e fechando os olhos aos sítios onde nos encontra, freeports, feiras, armazéns de outlet, onde nos deixamos exibir uma última vez para alegria de quem nos escolhe e leva para casa, apenas para nos vestir em duas ou três ocasiões, até enfim descobrir o defeito de fabrico que nos levou àquela montra de trapos vistosos ou qualquer coisa do cheiro de quem nos usou primeiro, quando - aí sim - éramos originais e belos, e depois deitou fora. LFB

sexta-feira, maio 26, 2006

Priceless! 

Ontem em casa de amigos, todos eles estrangeiros com filhos em escolas inglesas, discutia-se o que caberia no conceito de Britishness, segundo eles instilado nas escolas desde a mais tenra idade, independentemente de as mesmas serem privadas, públicas, frequentadas por uma middle ou upper class.

Britishness conteria patriotismo, uma tolerância em relação à diferença do outro que terá começado com a Magna Carta e ter-se-á desenvolvido com o Império e um certo número de regras de comportamento público, social ou profissional que se respeitam sem questionar, núcleo duro que qualquer estrangeiro sem se dar conta absorve e que cimentam civismo, eficiência laboral e estabilidade no trato público. Para não falar de um fundamental understatement, isto é, dizer sempre tão pouco das dificuldades e problemas da vida que as mesmas se reduzem a um cisco no olho.

As regras de comportamento social obrigam ao uso frequente de palavras como sorry or excuse me sempre que se atropela alguém, cheers ou o mais formal thank you por exemplo, da parte das empregadas da British Library que carregam e depositam os livros no balcão para eu os recolher, que podem alternar com sorry for making you waiting.

Um outro exemplo de proper uso para sorry ou excuse me é dado pelo empregado do pub onde petiscamos kebabs que nos atendeu já duas ou três vezes, veste calças retalhadas e memorizou a nossa preferência: sorry for not having kebabs today!

Em matéria de saudações a Britishness requer que sejam abundantes, Hello there, how are you? De preferência informais e que se se estendam para além de duas frases, muitas vezes, num comentário acerca do tempo.
A saudação pode ser lançada mesmo à vizinha que vive na mesma rua e se vê pela primeira vez.

Ao mesmo tempo que reprime o natural egoísmo humano, a Britishness puxa o ser humano para um elevado grau de auto-controlo e de disciplina. Como o demonstrado por um solitario british de meia idade e a cair de bêbado que, numa mesa do nosso pub saturado de gente, mal se deu conta que estávamos de pé e de copo na mão, nos ofereceu a mesa, dizendo: I am just leaving.
Posso ainda acrescentar todas as cedências de lugar que se fazem nos autocarros a pessoas idosas, grávidas, mães com crianças ao colo, sem que estas tenham sequer que abrir a boca e a frequência com que o condutor do autocarro, alertado pelos outros passageiros, abre a porta uma segunda vez para deixar sair uma pessoa que se atrasou.
Incluo o respeito demonstrado nas bichas- de supermercado, multibanco, autocarro- nas quais ninguém se lembra de suspirar ou, por outras tácticas, apressar quem está à frente mas, até se fôr preciso, se oferece uma ajuda para fazer erguer ou baixar do autocarro um carrinho de bébé. Bem como a regra de deixar sair em cada paragem metro quem está dentro da carruagem, antes de se começar a entrar.

E por fim, incluo nessa disciplina e auto-controle a proibição de fazer uma fuss (cena). Um adequado I don t know what to say! sanciona um comportamento que nos aborreceu ou lesou e se a outra parte entende a Britishness compreenderá de imediato o passo em falta e a urgência na reparação.

Priceless!

Clara

quinta-feira, maio 25, 2006

Gerontofilia 

O povo benfiquista saúda o regresso de Rui Costa. Trinta e quatro anos.
Ponho-me a pensar nesta coisa. Eduardo Lourenço e José Saramago têm mais dias de vida que páginas publicadas. Vasco Pulido Valente, Marcelo Rebelo de Sousa e Miguel Sousa Tavares começaram as carreiras de comentadores antes da revolução de 74. Gabriel Alves fala de futebol há quarenta anos. Há uma década que Fernando Seara, Guilherme Aguiar e Dias Ferreira têm um qualquer programa sobre bola na televisão. A média de idades dos reitores das universidades é um pouco inferior à média de idades de uma aldeia alentejana. Só um pouco. A maior parte dos responsáveis pela educação das novas gerações nem sabe abrir um documento de Word no computador.

Em Portugal, a idade é muito mais do que um posto. É uma obsessão. Um fetish. E, de uma maneira ou de outra, todos sofremos com isso, em quase todos áreas e sectores.

Mas é na política que o fenómeno da gerontofilia é especialmente visível. Nas últimas presidenciais o septuagenário Cavaco derrotou o octogenário Soares. Cavaco foi primeiro-ministro três vezes. Soares idem. Mais duas Presidente. Mendes e Sócrates passaram mais anos em governos que eu passei no liceu. Renovar significa chamar Freitas do Amaral para ministro. O país é governado por velhos e para velhos. São velhos de experiência, de soluções e, sobretudo, de cabeça. Sempre os mesmos. Até o Portas anda nisto há mais de uma década. Eles vão, mas voltam para aplicar o mesmo modelo que já tinham experimentado há vinte anos. A mim, parece-me evidente que se o modelo fosse bom já todos tínhamos dado por isso. E como o país é governado por velhos, para velhos, o país está ele próprio velho, gasto e ultrapassado.

Rui Costa vai voltar para o Benfica.
Mas é indiferente o que eu tenha para dizer sobre o assunto.
Tenho menos de cinquenta anos.

RMD

O benfica de outros tempos, neste tempo 

E pronto. Está confirmado. O Rui Costa é nosso.
Já só faltam o Thern, Futre, Paneira, Isaías, Mozer, Ricardo, Valdo, Schwarz, José Carlos e o Veloso.

RMD

É verdade? É mesmo verdade? A sério? E ninguém brinca com isso? 

Eu não vi, mas dizem-me que Pacheco Pereira se terá queixado a Manuel Maria Carrilho que "nós os intelectuais, sofremos muito".

RMD

assustador 

(acabado de ler no fórum do Record sobre a apresentação de Rui Costa, esta noite)

"VOU LÁ ESTAR COM A TUA CAMISOLA COM O PATROCINIO DO CASINO ESTORIL. JÁ SE NOTA A MINHA BARRIGA MAS POR TI, MÁGICO GLORIOSO, FAÇO TUDO. DEIXO OS FILHOS E A MULHER EM CASA, PORQUE TU ÉS MAIS IMPORTANTE DO QUE ELES!VIVA O RUI COSTA E O MEU QUEIRDO BENFICA!" António

REC

... 

como forma de agradecer o meu sorriso de microfone em punho, convidou-me depois a visitá-lo. Fiquei comovido por ver que o e-mail oficial no seu cartão de visita era da hotmail (e tinha uma sequência aleatória de algarismos e letras). REC

tomem lá mais uma situação bizarra 

entrevistar o ministro timorense dos Transportes, Comunicações e Obras Públicas e no final ser ele a pedir para tirar uma fotografia comigo. REC

Pedro, o lobo e Rui Costa 

E se eu vos disser que é este ano que o Rui Costa vem jogar para o Benfica? Alguém acreditará?

RMD

em cada benfiquista há um optimista 

Não entendo tanta comoção com Fernando Santos. Com expectativas tão baixas o homem só pode fazer boa figura.

RMD

como não estive por cá na inauguração 

Estive ontem no novo casino de Lisboa. Espero que o Parque Mayer tenha ficado assim tão giro.

RMD

Para a minha colecção de momentos perfeitos 

A soma dos quais é o único tipo de felicidade que conheço.
Há dias, numa noitada em casa de amigos, a filha mais nova despertou e começou a chorar. A mãe, que me ouvira confessar horas antes o desejo de paternidade, foi buscar a menina, 4 quilos e 40 dias de gente. Pô-la nos meus braços, barriguinha junto ao coração, mão por baixo, outra nas costas da bebé, a cabeça ligeiramente tombada no meu ombro. Minutos depois de uma dança suave e tímidos carinhos, a Maria do Mar adormeceu outra vez. A mãe guiou-me ao berço onde pousei o ser humano mais bonito que já vi. Caíram-me espontaneamente duas lágrimas que molharam a bebé mas não atrapalharam o seu soninho. Lágrimas gordas, imprevistas, rápidas, de pura, imensa alegria e, creio, espanto.
Pode ser ridículo partilhar informação como esta, mas nunca antes fizera o que acabo de vos descrever - em termos simples que não fazem jus ao que o momento significou. Pegar um bebé como deve ser, adormecê-lo naturalmente, confortável, quase pai. Tenho a certeza que há muito tempo não era feliz assim. LFB

quarta-feira, maio 24, 2006

Great Britain 7 

Noticiário da manhã na BBC, Radio 4, National News: Abriu hoje o Chelsea Flower Show, uma exposição anual de flores que faz as delícias de tantos londrinos que ponho logo de parte a hipótese de tentar um bilhete de última hora.

Uma das regras da exposição que mais tem sido contestada por alegado snobismo e elitismo é a de que gnomes are not allowed.

O entrevistador curioso pergunta ao organizador do festival: e as fadas também estão proibidas? Responde o organizador: if we would ban fairies, then half of the exhibitors wouldn t be allowed.

clara


This is not my cup of tea! 

Pelo quinto dia consecutivo, weather forecast: Pretty chilly. Lot?s of rain in the South.

e enquanto fazia a barba hoje de manhã, dei por mim a pensar nisto 

O problema do génio é a dose. Se exagerado logo dizem que é mau.

RMD

Ser Português 

O Labirinto e a Borboleta, Um projecto para a Sonda Espacial Portuguesa
Experimenta Design 06

Bernardo Rodrigues, Arquitecto

Uma das características doces do português é a propensão indomável para generalizações em que se diluem as variações do mundo. Onde as diferentes minudências e repetições casuísticas são transformadas em passividade de cataloguista. Lamentável.

Dito isto, há que separar as almas portuguesas em dois tipos distintos, dos quais se compõe integral e socialmente o País.



1-
A alma das Cavernas.

2-
A alma da Borboleta.


A alma das Cavernas compõe a população de criaturas conhecida como Os Portugueses. Os que se foram anichando, plácidos, junto à falésia. Inertes, observam o mundo com as dificuldades inerentes ao tamanho das teclas do telefone portátil. Um cantil da nova sobrevivência neste labirinto de grutas e cavernas suburbanas.

A alma da Borboleta compõe o tecido (bosque da Loucura) das cidades do fim da Europa. Compulsivos ecos, informação do que em outras paragens são os factos acoplados à vida normal. Transformadas as sombras visionadas em libertação do destino Luso, intelectualizada a bica do Inglês, estetizado o bidé do Francês. Novas Índias, Brasís recitativos.

Desta salutar convivência entre o gentil selvagem e o artesanato intelectual emerge o curioso e pluriforme Reino. O Labirinto e a Borboleta. Uma garagem, um ecrâ plasma e uma marquise atenta ao som do rodar do mundo. Dormimos embrenhados no embalo da barriga da terra, sonhamos lavados pela volúpia das ondas hertzianas.

Perdido no seu labirinto interior o estranho bicho da terra de Camões mantém as asas e as antenas atentas aos humores rotulantes do mundo, com calmo tremor e doce frenesi testemunha incrédulo até, alas, o percurso do sol.

BlogoVendas: (hoje no Café St. Cruz em Coimbra, lançamento revista NU habitar, conversa com arq. Nuno Teotónio Pereira e BR)


Declaração de interesses 


Depois de ter assistido à transmissão em directo do segundo jogo do campeonato europeu de sub-21, que opôs Portugal à França (e que França), admito dar o benefício da dúvida a Scolari pela não convocação de Ricardo Quaresma. HR

Que fazes amanhã? Quero casar contigo. 

Maria, bióloga marinha, ao leme de uma lancha em alto mar, entre o Pico e São Jorge, para uma plateia embasbacada de turistas perante um cachalote que nos observa tranquilo a cerca de 5 metros do barco:

"You see how quiet and gentle a giant can be?"
LFB

personagens 4 

ela era tão sossegada
que o seu primeiro emprego foi numa montra
junto de todos os outros manequins

personagens 3 

se ela fosse um livro era um best-seller
mas teria más críticas

personagens 2 

a sua vida era a dança e apesar de ter hoje setenta anos
morreu no dia longínquo em que fracturou o fémur

personagens 1 

ele é um pacote de leite
que ficou o dia inteiro esquecido fora do frigorífico

terça-feira, maio 23, 2006

pelo menos, prestimoso 

Vi o poste e sinto-me estorvado na resposta que lhe devo dar. É que este género de cortesias vem geralmente de pessoas com quem temos ou muita intimidade ou muita distância. É embaraçoso, eu sei, mas não me lembro de termos nem intimidade nem sequer distância. Para que o incidente não se repita, disponibilizo-me, desde já, para lhe resolver o problema.

RMD

Todo o tempo do mundo 

4 dias espantosos, a trabalhar para a RTP-Açores e para a Revolta, na ilha do Pico. Onde há net quando há, rede telemóvel quando calha, e os carros são guiados a uma média de 50 kms/hora. Onde estamos no centro de um triângulo que dá verdadeiro sentido à vivência num arquipélago: a 3,5 milhas e 3,5 euros de distância do Faial, e pouco mais do dobro para São Jorge. Onde, além da montanha e das baleias, existem hotéis cosmopolitas, lagoas que nada devem aos bilhetes postais de São Miguel, paisagens lunares logo a seguir às tropicais. E onde se pode tomar café ou comer um portentoso caldo de peixe em terras chamadas Criação Velha ou Terra do Pão.
Como não amar os Açores? Como não desejar o regresso? Como evitar a sensação de estar em casa mesmo quando a nossa ilha é outra? LFB

Great Britain 6 

A British Library com cerca de 150 milhões de itens, entre os quais bibliografia sobre escritores em língua portuguesa com uma abundância que não encontro na Biblioteca Nacional, começou por estar instalada no British Museum e mudou-se há uns anos para um edifício moderno com falta de luz natural em King s Cross.

O propósito era o de ganhar espaço, mas deparou-se com inesperadas dificuldades.

Nem todos os livros couberam no edifício e por vezes o leitor tem que esperar 2 a 3 dias para que o livro chegue de um dos armazéns que servem a biblioteca. E os livros emprateleirados num pararelipípedo/torre transparente no centro do edifício- called The King s Library, colecção particular do Rei George III (que reinou de 1760-1820), com um acervo de obras importantes sobre o Iluminismo, são apenas um objecto decorativo, indisponível para consulta.

Existem três espaços destinados a exposições, todas gratuitas.

Um espaço aberto- no hall de entrada a confinar com o bar-onde exposições pequenas alternam com regularidade, cada 2,3 meses, dedicadas por exemplo a: Elizabeth Barrett Browning, design e Benjamin Franklin.

Um espaço maior e fechado, onde já esteve uma exposição sobre prémios nobeis e está por abrir Front Page a celebrar os 100 anos de imprensa no U.K (1906-2006). E uma galeria: Sir John Ritblat Gallery.


A B.L não tem problemas de dinheiro, how to spend it is the main concern: de vez em quando, mais uns quantos pc s no hall de entrada porque as salas de leitura já têm que chegue, mais umas quantas cadeiras e mesas ergonómicas para quem queira usar os computadores fora das salas de leitura, mais uns quantos placards a alertar para os reading rooms requirements, concertos de música clássica no hall principal, cocktails oferecidos aos beneméritos da casa e, claro, conferências a toda a hora sobre ciência, arte e literatura, booked up.


A B.L vai buscar os seus fundos aos lucros dos jogos de lotaria geridos pelo governo, aos quais se podem candidatar organizações públicas ou privadas que sirvam o interesse público, sobretudo no âmbito cultural. Os bairros da cidade candidatam-se às mesmas verbas para, por exemplo, melhorarem o aspecto visual de praças, restaurarem espaços públicos ou apenas encherem de flores os canteiros dos jardins, a cada nova estação.


clara


segunda-feira, maio 22, 2006

Ò querida, isto acontece a toda a gente 

Enganou-se no quarto e teve sexo com mulher errada

in Portugal Diário

RMD

Pequenas viagens 

Lisboa está cheia de vacas. Parece Portimão numa noite quente de agosto.

RMD

Grandes viagens 

A coisa mais próxima de Bangkok onde já tive foi o intendente.

RMD

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